Histórico


Diante do processo de desenvolvimento sócio-político e econômico da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e, principalmente, do município de Camaçari, tornou-se de grande relevância se instituir um processo de educação superior que pudesse atender às diversas demandas profissionais e sociais, partindo-se do princípio de que somente a inserção social, via educação, permitiria ultrapassar as desigualdades refletidas em uma sociedade marcada pela concentração de renda, pelo desemprego e pelo subemprego.

A introdução das atividades petroquímicas e de outras atividades da indústria, na Região Metropolitana de Salvador, representou um novo e mais potente fator de dinamização da economia que se refletiu, principalmente, na atração de novos investimentos para os setores industriais e de serviços, na criação de maiores oportunidades de empregos e na propagação de efeitos de modernização sobre o conjunto da economia regional, ou seja, a participação maior de fatores de produção e de agentes econômicos locais possibilitando que parcelas substanciais dos rendimentos gerados fossem aplicadas internamente produzindo efeitos multiplicadores para a RMS.

Dentre esses agentes, destaca-se a mão-de-obra cuja habilitação é fundamental para o melhor êxito do empreendimento requerendo medidas para capacitar a força de trabalho regional, pois do contrário, o pessoal necessário ao atendimento de demanda qualificada teria que vir de fora do Estado. Por conseguinte, a capacidade de absorção do Pólo Industrial perderia seu significado como meio de reduzir o desemprego e o subemprego no Estado da Bahia.

Existia, portanto, uma lacuna no atendimento às necessidades da Educação Superior no município de Camaçari. Com a crescente necessidade de formação profissional devido ao complexo industrial implantado na cidade, esta não dispunha de um centro de formação superior capaz de suprir as demandas emergentes de desenvolvimento.

Duas educadoras do município de Camaçari, as Pedagogas Celene Maria de Oliveira Santos e Helena de Oliveira Santos, haviam fundado em 28 de fevereiro de 1994 o Centro Educacional Miguel Alves – CEMA, Instituição de Ensino consolidada como Centro Integrado de Educação, que prepara da Educação Infantil ao Ensino Médio. Consideraram, então, inadiável a criação de uma Instituição de Ensino Superior.

O surgimento da FAMEC não apenas respondeu à necessidade de formar indivíduos qualificados para a comunidade, mas também coincidiu com o momento de reflexão de educadores brasileiros e parte da sociedade, sobre o papel das Universidades enquanto instituições formadoras e potencializadoras de seres humanos para atuarem num contexto social em constante mutação.

Pensar uma Instituição de Ensino Superior é pensar no futuro da educação e de suas finalidades indissociadas da sociedade que se almeja no futuro, da preparação do cidadão para exercer sua cidadania, para uma participação mais responsável na comunidade local e numa comunidade internacional completamente conectada pelos transportes e pelas telecomunicações.

O curso de Pedagogia com Habilitação em Magistério das Matérias Pedagógicas do Ensino Médio e Supervisão na Escola e na Empresa foi o primeiro autorizado a funcionar, pelo MEC.

No ano de 2001 04 (quatro) novos cursos foram autorizados pelo MEC a funcionar, com ingresso no início do ano de 2002: Administração de Empresas com Habilitação em Finanças; Engenharia de Produção; Engenharia Ambiental; Engenharia Mecatrônica (Automação e Controle).

No ano de 2003 foi autorizado e implantado o Curso de Direito. Em 2006, foi implementado o Núcleo de Práticas Jurídicas, situado à Rua 2 de Maio nº 100, Bairro 2 de Julho, que passou a proporcionar atendimento jurídico gratuito à comunidade de Camaçari.

Em 2005 construiu seu campus. Com excelente infra-estrutura, é dotado de amplo estacionamento, áreas de convivência, lanchonete, biblioteca com sala para estudo individual e coletivo, laboratórios variados e salas de aula climatizadas com mobiliário confortável.

O ano de 2005 foi marcante para a FAMEC porque a partir de então a instituição deu mostras de sua pujança e abrangência regional com a criação de 10 (dez) novos cursos: Psicologia, Enfermagem, Fisioterapia, Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas, Comunicação Social com ênfase em Propaganda e Publicidade, Física, Química, Ciências Biológicas, Matemática e Oceanografia.

Em 2008 ampliou a assistência jurídica gratuita prestada à população do município, com a criação do Balcão de Justiça e Cidadania, através de convênio assinado com o Tribunal de Justiça da Bahia.